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Economia argentina em recuperação confirmada com crescimentos de 4,4% do PIB em 2025

Economia argentina em recuperação confirmada com crescimentos de 4,4% do PIB em 2025

A economia argentina recuperou em 2025, o segundo ano do governo do ultraliberal Javier Milei, com um crescimento de 4,4% do PIB, depois de uma queda de 1,8% em 2024, mas muito heterogéneo, segundo as estatísticas oficiais.  

Lusa /
David 'Dee' Delgado - Reuters

O produto interno bruto (PIB) de 2025, publicado pelo Instituto Nacional de Estatística (Indec), confirma o número de +4,4% da estimativa para a atividade económica publicada no final de fevereiro, que normalmente antecipa o PIB.  

Assim, 2025 marca o primeiro ano de crescimento para a Argentina, a terceira economia da América Latina, após dois anos consecutivos de contração, em 2023 e 2024.  

Mas a recuperação de 2025 apresenta um caráter muito heterogéneo, com setores em forte expansão, como os serviços financeiros (+17,2%), o setor agrícola (+16,1%) ou as minas (+8,1%), e outros em declínio contínuo, como a indústria transformadora (-5%) e o comércio (-2,2%).  

Após um severo abrandamento desde meados de 2025, a economia argentina cresceu no quarto trimestre, com +2,1%, segundo o Indec.

No final, o crescimento de 2025 é sensivelmente inferior às previsões iniciais do governo Milei, que estimava 5%, enquanto o Fundo Monetário Internacional (FMI) previa 4,5%.

Este crescimento vem, no entanto, acompanhado de um panorama desanimador no setor do emprego: segundo o Indec, a proporção de pessoas desempregadas aumentou em 2025 1,1% em relação ao ano anterior, situando-se em 7,5% dos ativos. E este número traduz apenas uma parte da realidade do mercado de trabalho, numa economia onde 43% do emprego é informal, um número a aumentar em 2025, tal como já tinha acontecido em 2024.

No poder desde o final de 2023, o economista ultraliberal Milei registou um sucesso macroeconómico significativo ao controlar a inflação, reduzida em dois anos de mais de 150% para 33% em termos interanuais.

Mas este sucesso foi alcançado à custa de uma austeridade orçamental drástica, enfraquecendo o consumo e a atividade.

Quase 300.000 empregos formais perderam-se em dois anos, entre setores privado e público, segundo dados sindicais e do registo laboral.

Mais de 22.500 empresas de diversas dimensões fecharam em dois anos, uma contração sem precedentes nos últimos 20 anos, segundo o think tank Fundar, com base em dados do registo laboral.

"Aos +empresários+ [contração de empreendedores e dinossauros] e políticos corruptos que dizem que o país está prestes a explodir... Primeiro os números!", anunciou Javier Milei na rede social X com a publicação do PIB.

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